Não ia escrever nada sobre a morte do Michael Jackson, não é o que gosto de escrever e nem a linha desse blog. Na verdade não vou escrever sobre a morte dele ou o que a perda causou em mim (confesso, fora a surpresa da notícia, mais nada), mas vou escrever sobre o que essa morte me mostrou / relembrou.
É inegável que o homem era bom, que ele foi um fenômeno musical, que influenciou uma época com suas danças e que enojou os panacas por querer mudar sua aparência.
Lendo notícias na Internet obre o assunto, vendo TV, ou lendo blogs que costumo acompanhar, percebi uma comoção geral com a morte do cara: fãs chorando, pessoas tristes demais, vigílias em seu nome, etc.
Acho que todas essas demonstrações de carinho são válidas e compreensíveis e toda morte poderia ter disso. Mas não tem, é claro! MJ era um ídolo, alguém admirável por seu trabalho. Justo, justo, justo.
Porém (tudo tem um porém), a morte do cara não me causou profunda tristeza ou fez com que eu me emocionasse. Aconteceu o mesmo com a morte do Senna, dos Mamonas, do Grande Otelo, da Farrah, ou de outras mortes de famosos.
E por que isso? Por que eu gosto do trabalho do cara (e isso o torna imortal, mas isso é coisa dos gregos antigos, então fica prum outro momento) e não do cara.
Uma vez, ouvi uma frase do Eddie Vedder que ele dizia não se conformar com as fãs que gritavam que o amavam.... Ele defendia que elas deveriam amar seu trabalho, ou seja, sua música, mas não a ele, visto que elas não o conheciam para amá-lo.
Isso fez total sentido para mim: Eu só amo os que conheço bem, amo os que pude criar laços afetivos e perceber que são pessoas que valem a pena, que merecem minha comoção. E isso também não é motivo de vergonha ou motivo para me taxar de fria, como muitos já fizeram (já fui chamada de iceberg... hummmmm).
MJ morreu, que pena. Um tio do meu pai também morreu semana passada.... pena também. Mas não chorei por nenhum dos dois. Não conhecia nenhum dos dois a fundo a ponto de amá-los e consequentemente chorar por eles. Não sei se eram boas pessoas, dignas, de moral elevada.... Não sei, pois não convivi.
O produto do trabalho de MJ é muito bacana, ele tinha fama e 3 filhos. O tio do meu pai era escriturário e não sei se o produto do trabalho dele foi muito bacana, deve ter sido, visto que ele não foi marginalizado no mercado de trabalho, então, talvez ele também tenha sido famoso (dentro dos limites da atuação dele) e por coincidência, também tinha 3 filhos. Quem merece mais lágrimas? Os dois, em igual quantidade, pra mais ou pra menos, tanto faz, é só escolher.
Só não concordo com aqueles que levados pela massa e pela mídia, derramam lágrimas e se entristecem, mas nunca pararam para pensar no porque estão de fato chorando.....
Se todos tivessem o cuidado de tentar ser mais conscientes do que fazem, talvez o mundo fosse mais equilibrado.....
2 de julho de 2009
Minhas lágrimas não são para qualquer um.
Assinar:
Postar comentários (Atom)




4 falatórios:
Opa .. concordo com vc e com o Eddie em gênero, número e grau !
AMO vc ... de verdade viu ? :)
Não chorei por MJ como chorei pelo meu tio, que morreu no mês passado, mas fiquei triste por ele, sim. Chorei, porque sou uma manteiga derretida ou o que quiserem dizer de mim. Não acho que fiz mal, pois não controlo minhas emoções. Isso nunca me prejudicou em nada.
por isso que iron maiden é minha banda preferida.
ninguem sabe quase nada dos caras. eles não toleram paparazzos e o fãs tem relações com a obra, não com eles.
Concordo, mas neste caso, talvez o choro venha pela certeza de que um grande artista não terá a possibilidade de criar algo novo, já que estamos meio "carentes" de profissionais deste nível, a tristeza é inevitavel...
Postar um comentário
Opinem, desabafem, reclamem, etc...
Mas vamos ser finos, ok?
Comentário barraqueiro será excluído! Aqui eu sou a soberana!
Beijinhos na alma!
Gaborin