1 de abril de 2010

Diálogo sobre acúmulo de patrimônio

- Opa, ta chique, heim? Ta rica, é?
- Ahhh... pode-se dizer que sim.... É... um pouco...
- Adoro essas coisas, sabe? Onde você aprendeu a investir?
- Acho que foi ainda pequena com meu pai, e no final das contas, meu patrimônio foi ficando cada vez maior.
- Nossa, acho tão legal as mulheres que investem!
- Também acho legal... Seria ótimo se todos, homens e mulheres, investissem em si, não?
- Ahhh é, você tem razão. E me fala, onde eu posso ler dicas de como aumentar meu patrimônio?
- Bom, isso também vai da força de vontade... Mas além de ter começado ainda pequena, quando entrei na faculdade, mantive contato com muita gente capacitada e melhorei muito! Impressionante como somos influenciados pelo meio...
-........ Entendi... Você mantém contato com gente que opera na bolsa?
- Como???
- Rélllow... patrimônio, riqueza e bolsa de valores andam juntas, você não acha?
- Ahhh... não, não.... Não conheço ninguém da área financeira não....
- ........ Hummmm.......... Qual seu carro?
- Não tenho carro, não!
- Não?!?!? Hummm. E onde você mora.
- Lá na Sapolândia, na perifa...
- Meu... como assim?
- Ué... é verdade.
- Mas espera, você disse que desde pequena investe, que na faculdade você aprendeu a investir ainda mais.... Só que agora eu estou lembrando, você fez Faculdade de História... Como assim, num curso desse você aprendeu a investir??
- Ahhhh, entendi sua primeira pergunta! Acho que não estamos falando da mesma coisa!
- Como assim sua louca???
- Eu falava da única riqueza que é realmente minha, meu patrimônio verdadeiro: Minha cultura, meu intelecto, minha alma. Todo o conteúdo dos livros que li até hoje, todas as conversas que me fizeram aprender algo, todas as risadas que me ensinaram a cultivar amizades e todo o carinho que me ensinou o que é amor. Por falar nisso, você sabia que o amor é um dos patrimônios mais nobres que alguém pode ter?
- Ai meu, chega, você fumou muito na facul.... você é pirada...


Quantos dólares você vai conseguir levar pro lado de lá? Sim, o lado de lá é depois que você morrer. E aí, quantos você vai levar? E o cartão de crédito? Será que lá tem maquininha Visa? Você acha realmente que tem coisas que só a Mastercard faz pra você? Você é daqueles que entrega tudo pra Deus e fica vendo a unha do dedão crescer? (adoro essa frase da Marina)
Me diz, o que é realmente seu? Aquilo que num desastre de grande escala, você vai conseguir carregar consigo? É o seu conhecimento ou é o seu saquinho de jóias? É a sua cultura ou sua conta bancária? É o amor que você tem ou todas as coisas que você comprou compulsivamente pra usar uma vez e nunca mais????
Não acho que o rico não vai pro céu (céu? Oi?), isso é cretinice. É claro que eu e você adoramos conforto, mas ser um dependente disso, ou usar essa condição para humilhar os outros não é NADA legal...
Cara, e numa boa, é duro não ter grana, sabe? É difícil não poder nem almoçar num kilo mais caro (mas pelo menos eu almoço). Ás vezes reclamo, reclamo até bastante, mas eu não trocaria tudo o que aprendi até hoje, toda a minha bagagem (que reconheço, é minúscula perto do que todo o gênio humano já criou) por dinheiro.

Sabedoria faz o rico caridoso. Dinheiro não faz o pobre sábio.....


Esta é uma publicação do Gaborin Gaboriela. Se você leu em qualquer outro lugar sem os créditos, ele foi surrupiado sem autorização! Avise-me!

1 falatórios:

Mr. James disse...

Também tenho esse desprendimento com dinheiro.
Gosto de ter como comprar o que eu gosto, sair e gastar, mas seu não tiver nada no bolso o que me impede de sair e me divertir do mesmo jeito?
Tudo que mais faz diferença na vida é conquistado, não comprado...

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Gaborin