8 de setembro de 2010

Faltam três dias!


Nossa primeira foto em casa juntos!

Verdade! Essa é a nossa primeira foto em casa juntos. Estávamos arrumando as coisas quando nos demos conta de que dentro do nosso lar, do nosso refúgio, nunca havíamos tirado nenhuma foto sequer.
Corremos para resolver isso, é claro!
Na foto estamos cansados, mas estamos felizes demais!

***

Faltam apenas três dias para o nosso casamento. Casamento de papel passado, com o juiz nos deixando a par das leis que regem a união civil. Quanto a isso eu estou tranquila. Sério! O fato de ir ao cartório e dizer sim e colocar as alianças, não me deixa ansiosa. Lórrrrico que estou maluquinha pra estreiar meu vestidinho de noiva (depois coloco o modelito aqui), rever amigos, comer, beber, dar risada e tudo o mais, mas não vai ser sábado que a vamos mudar a “chavinha” para casados.
Estamos praticamente morando juntos em nossa casa. Ficamos mais tempo aqui juntos, cuidando da nossa casa, do que na casa de nossos pais. Nossas coisas então todas aqui (temos uma troca de roupa emergencial em nossos antigos guarda roupas) e viver no palácio é uma delícia. Isso já é estar casado, pois é dividir o todo dia.
Um dia, conversando com uma amiga, ela disse que se um casal morava junto já era casado. Discordei. Duas pessoas podem morar juntas, mas não necessariamente constroem a cumplicidade, intimidade e companheirismo que faz um casamento.
Eu e o Ju já estamos casados. Casados e felizes.... Aproveitando o nosso casamento.
Não acreditando naqueles que dizem que casamento é uma droga (ahhh, o Ju acabou de me falar que casamento é uma droga sim, pois é viciante  <3), afinal, acreditamos que cada um constrói sua vida e portanto seu próprio casamento e se não é bom, é por que não foram capazes de construí-lo de uma forma feliz.
E viva o casamento! Nós estamos vivendo!



Esta é uma publicação do Gaborin Gaboriela. Se você leu em qualquer outro lugar sem os créditos, ele foi surrupiado sem autorização! Avise-me!

5 de setembro de 2010

Meu nome é B!



Oi gente!

Eu sou a B! Isso mesmo, meu novo nome é B. Apenas B!

Sou uma vira-lata pequenina e apareci lá nas bandas onde meus novos donos moram em meados de janeiro, mais ou menos.
Eu já tive outro dono, com certeza... Eu tinha uma coleira bem velha, mas sem nenhuma identificação. Acontece que esse dono me largava na rua, não era muito zeloso comigo e nem me alimentava muito bem. Meus novos donos já me viram revirar lixo para me alimentar.
Como morava a maior parte do tempo na rua, acabei entrando no cio e fiquei prenhe de um filhotinho. Tive que fazer uma toca em um terreno baldio, passei muito frio e tomei muita chuva, mas do meu filhote eu cuidei... Fiquei muito fraca e magrinha, mas ele estava todo fortinho!
Como eu tinha que procurar comida, andava por aí farejando e conseguindo uma coisinha aqui, outra ali, até que encontrei uma boa pessoa que me deu um potinho com ração. Comi tudinho, tomei água limpa e fresca e fiquei mais animadinha. Só que minha fome apertou mais tarde e tentei a sorte de novo. Mais uma vez, essa mesma alma me alimentou e matou minha sede. Voltei várias vezes e em todas elas tive a mesma recepção.
Fui ficando cada vez mais junto desse protetor! Meu filhote já estava ficando maior e mais independente, não precisava de mim o tempo todo. Eu já estava bem mais gordinha e tinha até forças pra latir...
Um dia, quando fui pedir mais comida pro meu anjo da guarda, meu filhote me seguiu e também ganhou um pouco de ração. Essa foi a última vez que eu o vi. Foi difícil a despedida, mas por sorte, um cliente do meu protetor se encantou com a fofurice do pequeno e o levou para casa. Fiquei muito feliz!
Acontece que começou a fazer muito, mas muito frio em São Paulo e eu não queria voltar para a rua, lá era bem mais quente e seco que na toca e eu ainda recebia o carinho da irmã e da mãe do meu protetor. Num dia de extremo frio, todos ficaram com dó e me deixaram ficar por uma noite. Que noite boa: Aquecida, alimentada e protegida!
Desse dia em diante, fui ficando mais e mais. Até que me colocaram no quintal da frente da casa da mãe do meu protetor. Eu já sabia que ela tinha dois outros cachorros, o Sagu e a Estopa, mas eu não podia ficar com eles, afinal, eu estava com muita pulga e talvez com sarna.
Um dia, a irmã do meu protetor, veio com um remedinho e o pingou no meu cocuruto! Como mágica, as pulgas sumiram. Dois dias depois, a mesma menina, me pegou no colo e me levou ao veterinário. Quanta atenção eu recebi! Examinaram todo meu corpinho... Apalparam minha barriguinha, verificaram minha temperatura, meus dentes e tudo o mais.
Disseram que eu tenho mais ou menos sete anos e cinco quilos, que talvez já tenha sido atropelada, uma vez que minhas patas não estão muito bem encaixadas no meu quadril (não tenho bem certeza disso... muita coisa ruim da minha vida eu deixei no passado! Hoje, tenho apenas que superar alguns medos), disseram também que terei que ser castrada para não ter mais filhotinhos e que irão aproveitar a cirurgia e remover um tumorzinho que tenho em uma das minhas tetinhas. Futuramente, ganharei um tratamento dentário para acabar com meu bafinho! Colheram material para exames também.
Ao chegar em casa (sim, eu voltei para casa e não fui abandonada mais um vez por ai), tomei um bom banho e ganhei muito mais comida e carinho.
Os dias se passaram e agora eu estou mais acostumada com a casa e com meus novos donos. Tenho medo de algumas coisas ainda, mas eu adoro essa minha nova casa, não tive sarna, tomarei vacinas e outros remedinhos, mas ficarei 100%!!!
O Alero, meu protetor, a Gaborin, sua irmã, e a Mãe Mê, fazem de tudo para me manter bem.
Agora eu posso dizer que tenho uma casa e uma família. Como TODO cachorro deve ter!
Lambidas!


Esta é uma publicação do Gaborin Gaboriela. Se você leu em qualquer outro lugar sem os créditos, ele foi surrupiado sem autorização! Avise-me!